Duvivier foi beneficiado de novo com lei estatal para filme: “Desculpe o Transtornou” recebeu 5,4 milhões

Como lembra o ILISP, é a segunda vez que Duvivier estrela um filme beneficiados por “leis de incentivo à cultura”. O anterior Porta dos Fundos – que fracassou – custou 3,5 milhões de reais em renúncia fiscal. Agora, Gregório estrela a comédia romântica “Desculpe o Transtorno”, que captou os absurdos R$ 5.453.755,70 do dinheiro dos brasileiros através da Lei do Audiovisual.

Para consultar essas informações, basta checar o site oficial da Ancine. Assim como a Lei Rouanet, a Lei do Audiovisual atua por meio do seguinte truque: existe a “renúncia fiscal” de impostos que seriam pagos por empresas mas que são destinados a projetos selecionados pela Ancine, num modelo similar à Lei Rouanet.

Já que os tais impostos já foram pagos pelos consumidos nos produtos e serviços consumidos destas empresas, basicamente se trata de dinheiro dos pagadores de impostos. Algumas pessoas já se referem a este tipo de iniciativa como financiamento público de campanha política.

A maior vergonha de tudo é que patrocinando o longa ainda temos o Governo do Estado de São Paulo e o ProacSP, o programa de “incentivo à cultura” do mesmo governo. Ou seja, Alckmin financiou pessoas que emitem narrativas contra ele.

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6 comentários sobre “Duvivier foi beneficiado de novo com lei estatal para filme: “Desculpe o Transtornou” recebeu 5,4 milhões

  1. Será que o autor dessa ‘matéria’ não tem vergonha de escrever palavras tão tendenciosas que mais se assemelham a uma fala de boteco e ainda chamar isso aqui de ‘jornal livre’?

  2. Isso acontece no meio esportivo a cem anos, as empresas patrocinadoras já renunciaram bilhões, e nunca vi ninguém reclamar. Chamam isso de incentivo, claro que benefícia poucos, mas vejamos bem, já viram qualquer político de qualquer partido com menos benefício? Não está só um, está em todos.

  3. Não sou petista e nem de esquerda, mas a frase “ou seja, Alckmin financiou pessoas que emitem narrativas contra ele”, isso quer dizer que por esse fato não poderia financiar? Acho que isso não deveria ser levado em consideração no texto, já que prega o “prejudicar o de opinião contrária”. A democracia não é isso, deve existir outras formas de esclarecer as coisas, mesmo que alguns tenham cabeça dura. Lembrando o “jornal livre”. Obrigado pela atenção.

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