Disputa pela prefeitura do Rio provoca guerra entre a extrema-esquerda

O acordo de paz selado entre os partidos de extrema-esquerda no Rio de Janeiro parece ter chegado ao fim após um debate entre candidatos a prefeito e vice-prefeitos realizado na Fiocruz. Houve um bate-boca entre Luciana Boiteux questionou a política de alianças do PT e PCdoB. Luciana é do PCB (Partido Comunista Brasileiro), ala minoritária e extremista do já radical PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Luciana é candidata a vice na chapa de Marcelo Freixo, do PSOL.

A pergunta da comunista provocou a ira de Edson Santos, petista candidato a vice-prefeito na chapa da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB). Santos acusou PSOL e PCdoB de extremismo e sectarismo. E ainda acusou a chapa PSOL-PCB de “inveja”. “Eu esperava que o crescimento de Jandira fosse incomodar a Direita, e não a esquerda”, disse o petista.

O candidato do radical PSTU aproveitou para atacar o PSOL. Cyro Garcia afirmou que o PSOL tem que explicar a doação da empreiteira que Marcelo Freixo recebeu em 2012. “O clone corre o risco de ficar velho mais rápido do que a matriz”, afirmou o candidato. Era uma referência ao PT, da qual vieram os fundadores do PSOL. Foi um ataque duplo, que atingiu tanto o PSOL quanto PT e PCdoB.

No inicio da campanha, os principais nomes da esquerda selaram um acordo: Jandira Feghali, Marcelo Freixo e Alessandro Molon haviam feito o trato de quem que se um dos três fosse para o segundo turno, seria automaticamente apoiado pelos demais. Segundo os candidatos, o perigo maior é que a eleição fosse vencida por algum grupo considerado “conservador”, segundo os parâmetros dos esquerdistas. No entanto, a briga de ontem pode frustrar esses planos. Não só isso: apesar da atuação contra o impeachment e pela manutenção dos direitos políticos de Dilma Rousseff no golpe pós-cassação, a Rede ainda é vista com desconfiança. No Rio já se fala que o partido “não é de esquerda”, o que indica que talvez a militância não honre o acordo selado entre os caciques.

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