Bumlai é mais um dos muitos amigos de Lula condenados pela Justiça

Ao ser condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos de prisão, o pecuarista José Carlos Bumlai se tornou o sexto amigo do ex-presidente Lula a ser sentenciado pela Justiça. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e corrupção passiva e ativa. Em um dos crimes, Bumlai fez um empréstimo junto ao Banco Schahin para que o Partido dos Trabalhadores silenciasse o empresário Ronan Maria Pinto, chantagista de Santo André que ameaçava detalhar para a justiça a participação de Lula no caso Celso Daniel.

O roteiro da condenação de Bumlai é semelhante a de outros amigos de Lula. Não só amigos, mas também parentes do ex-presidente acabam sempre na mira da Justiça. É o caso de João Vaccari Neto, Fernando Baiano, Nestor Cerveró, José Dirceu, Delcídio Amaral, Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, Paulo Okamotto, Dilma Rousseff, João Santana e o sócio do UOL André Esteves.

Também estão encrencados na Lava Jato os filhos do ex-presidente e sua esposa Marisa Letícia. A família deve responder a Justiça sobre diversos crimes, incluindo lavagem de dinheiro, tráfico de influência, enriquecimento ilícito, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e ocultação de patrimônio.

A infelicidade provocada pela proximidade com Lula não se restringe a problemas na Justiça: foi graças aos grampos da Operação Lava Jato que Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha) descobriu um caso extraconjugal de sua esposa com o empresário Kalil Bittar. Filho do sindicalista Jacob Bittar e irmão do laranja do sítio de Atibaia, Fernando Bittar, ele aparece nas gravações, Kalil confirmando que o sítio pertence ao casal Lula e Marisa. No meio da conversa com Renata Abreu (mulher de Lulinha), ele se refere ao filho de Lula como “o corno”. Após a divulgação dos áudios e repercussão das informações reveladas, a família Lula decidiu processar o Estado por danos morais.

 

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