Moro esmaga vitimismo de Bumlai: “Ninguém o obrigou a atuar em nome do PT”

Mais cedo, o juiz Sérgio Moro condenou o pecuarista José Carlos Bumlai a nove anos e dez meses de prisão. Amigo pessoal de Lula, Bumlai arrecadou R$ 12 milhões  em propina do Banco Schahin para pagar o empresário Ronan Maria Pinto, chantagista do ABC que ameaçava contar a Justiça o que sabia sobre a participação de Lula no caso Celso Daniel.

Bumlai tentou se fazer de vítima, alegando que foi “usado pelo Partido dos Trabalhadores para cometer esses ilícitos”, e que era vítima de grande injustiça. Moro rebateu os argumentos de Bumlai, afirmando que ninguém o obrigou a tomar parte no esquema criminoso petista.

.”Embora em seus depoimentos, tenha ele (Bumlai) descrito a si mesmo como vítima, não se trata de um retrato correto dos acontecimentos”, disse o juiz. “Ninguém obrigou José Carlos Costa Marques Bumlai a aceitar figurar como pessoa interposta no contrato de empréstimo ou aceitar a quitação fraudulenta do empréstimo ou a simular a doação de embriões bovinos”.

Bumlai se beneficiou do esquema criminoso de poder ao conseguir contratos e verbas de investimento para seus negócios, além do expressivo enriquecimento de seus familiares. Quando a Lava Jato chegou em Bumlai, Lula disse que não o conhecia. No entanto, a própria imprensa já havia veiculado diversas fotos dos dois amigos, tanto em ocasiões formais quanto em festas juninas, churrascos e almoços. Bumlai também era a única pessoa autorizada a entrar no gabinete presidencial a qualquer momento.

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