Para The Economist, o impeachment foi legal e Dilma foi a maior responsável por seu desfecho

Mais uma publicação internacional afirma: o impeachment de Dilma Rousseff não foi golpe, mas sim a aplicação da lei contra uma presidente que cometeu crime de responsabilidade. A afirmação é da revista The Economist. Ainda segundo a revista, o fato do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha ter acolhido o impeachment não “vira a mesa” para Dilma Rousseff: se não houvesse o crime de responsabilidade, o pedido de afastamento não teria sido acolhido pelo Senado.

As publicações que se referem ao impeachment como “golpe” são as revistas e jornais de esquerda, como é o caso do Le Monde, El País, New York Times, The Guardian e Deutsche Welle. Publicações isentas como Clarin, Wall Street Jornal, Forbes e Washington Post já reconheceram a legitimidade do processo. A Economist segue a mesma linha.

Sobre os argumentos de que tudo não se passou de “vingança de Eduardo Cunha”, a publicação aponta que Cunha sozinho não teria forças para levar o processo adiante – ainda mais quando ele próprio era acusado de corrupção no mesmo esquema. O que foi fundamental para que o Congresso aceitasse o processo foi justamente as graves denúncias que atingiam Dilma e seu partido, o escândalo das tentativas de obstrução da Lava Jato e o discurso da campanha petista de 2014, que dividiu os brasileiros.

A revista lembra que o desgaste saiu do controle quando Dilma Rousseff passou a se colocar acima do Congresso usando seus 54 milhões de votos como argumento. Isso foi uma péssima jogada, já que o Congresso também foi eleito democraticamente. E com mais votos que Dilma. A Economist encerra sua matéria mostrando que o impeachment deixa três lições: a primeira, de que responsabilidade fiscal é coisa séria. A segunda, de que os brasileiros estão mais dispostos a cobrar seus representantes. E em terceiro, de que se o agora presidente Michel Temer tentar interferir na Justiça para favorecer amigos, sofrerá o mesmo destino de Dilma.

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