ONU denuncia Maduro, que proibiu inspetores de Direitos Humanos de entrarem na Venezuela

O governo bolivariano de Nicolas Maduro mais uma vez é denunciado pela Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas. Desta vez, Maduro impediu que inspetores ligados ao Alto Comissariado entrassem no país.

“Violações de direitos humanos não desaparecerão se um governo bloqueia acesso a observadores internacionais e depois investe em campanhas de relações públicas para compensar alguma publicidade indesejada”, alertou. Pelo contrário, esforços para abafar um escrutínio legítimo levantam dúvidas”, afirmou Zeid Ra’ad Al Hussein, que é o Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU.

“A recusa completa de acesso a meus funcionários é particularmente chocante, diante das preocupações profundas relacionadas a alegações de repressão de vozes opositoras e da sociedade civil, de prisões arbitrárias, do uso de força exagerada contra manifestantes pacíficos, da erosão da independência da Justiça e da dramática queda dos direitos sociais e econômicos, com fome disseminada e deterioração do sistema de saúde”, completou.

A Venezuela passa por uma grave crise humanitária, provocada pelas medidas socialistas adotadas pelo presidente Nicolas Maduro. Maduro também tem golpeado a democracia e os direitos humanos no país, sucedendo e ampliando práticas já adotadas por seu antecessor Hugo Chavez. Maduro também mantém presos políticos e persegue veículos de imprensa e empresários.

Recentemente, Maduro acusou o governo brasileiro de promover um golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, cassada por crimes de responsabilidade. Maduro ignorou o Judiciário brasileiro e ofendeu o Congresso Nacional brasileiro, afirmando que não reconheceria o governo de Michel Temer e que iria “congelar” as relações com o Brasil.

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