Tranquilidade em Brasília: nenhum manifestante está chamando Cunha de “Guerreiro do Povo Brasileiro”

O que chama a atenção em Brasília nesta segunda-feira é a tranquilidade do ambiente mesmo com a votação da cassação de Eduardo Cunha marcada para o dia de hoje. Não foi necessário construir muros de contenção, e o Governo do Distrito Federal não precisou de organizar nenhum esquema de segurança com as polícias legislativas.

O motivo da tranquilidade é porque a cassação de Eduardo Cunha não move paixões políticas. Ao contrário do que se viu na ocasião da cassação do mandato de petistas como Dilma Rousseff, José Genoíno e José Dirceu, não houve quem fosse até a Praça dos Três Poderes protestar a favor de Eduardo Cunha. Mesmo tendo sido o presidente que acolheu o pedido de impeachment e tendo sido um operoso presidente, Cunha é repudiado por seu envolvimento no esquema criminoso de poder do Partido dos Trabalhadores. Mais recentemente, um ato da Juventude Petista homenageou os mensaleiros e o ex-tesoureiro João Vaccari. Foram todos chamados de “Guerreiros do Povo Brasileiro”.

Do outro lado, o que se vê é uma visão mais partidária e menos criteriosa com a corrupção. A militância de extrema-esquerda, sobretudo petista, adotou a narrativa de golpe desde o princípio dos trabalhos da Operação Lava Jato, afirmando que o trabalho da Justiça e investigação são frutos de ódio contra o PT. Além disso, esses militantes protagonizaram cenas de selvageria, violência e discurso de ódio em todas as capitais do país em defesa do PT, mesmo diante das revelações da Justiça.

Mais recentemente, criminosos defensores de Dilma e do PT chegaram até a atear fogo em um carro estacionado em uma garagem vizinha à residência do presidente Michel Temer no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo. Nas ruas, militantes petistas estão pedindo cadeia para o juiz Sérgio Moro porque o responsável pela Lava Jato está investigando o ex-presidente Lula. Voltando aos demais brasileiros, a tendência é que a calma dos ex-simpatizantes de Cunha se mantenha mesmo após a possível prisão do deputado e de sua esposa.

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