PF negocia com donos da Schahin delação sobre pagamentos a ”garçom de Lula” e Delfim

Os donos da Schahin negociam com a PF um novo acordo de delação, em Curitiba. A finalidade é esclarecer supostos pagamentos feitos para Carlos Roberto Cortegoso, segundo maior doador das campanhas de Dilma Rousseff, e também para o sobrinho de Delfim Neto.

Um dos donos do Grupo Schahin confessou ter feito, em 2004, empréstimo de R$ 12 milhões para o PT, em nome do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos destinos do dinheiro, segundo descobriu a Lava Jato, foi o empresário de Santo André (SP) Ronan Maria Pinto – condenado por corrupção no governo do prefeito assassinado Celso Daniel (PT) -, que usou parte do valor para a compra do jornal “Diário do Grande ABC”.

A morte de Celso Daniel é, até hoje, um dos casos mais nebulosos da política brasileira. O prefeito de Santo André foi assassinado em uma trama que aparentemente envolvia gente muito próxima, incluindo membros do partido (PT). Vale ressaltar que quase todas as pessoas envolvidas no caso, desde testemunhas até mesmo suspeitos do crime, vieram a óbito em condições suspeitas algum tempo depois das investigações começarem.

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