Cunha pode ter pedido de prisão decretado logo após a cassação

Segundo informações da imprensa e da própria Câmara dos Deputados, a tendência é que o deputado federal Eduardo Cunha seja cassado ainda hoje. E o que deve acontecer na sequência é que o ex-presidente da Câmara tenha o pedido de prisão decretado pela elegível para a prisão.

Em junho, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot havia pedido a prisão de Eduardo Cunha, Romero Jucá e Renan Calheiros. O procurador ainda sugeriu que caso o STF negasse a prisão, que Cunha passasse a usar tornozeleira eletrônica. O pedido estaria nas mãos do relator da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki. Como os réus tinham foro privilegiado, Teori negou o pedido por não ver urgência na decisão ou perigo iminente de fuga.

Essa possibilidade é o assunto em pauta nos corredores da Câmara dos Deputados nesta segunda. Aliados do deputado sinalizam uma possível renúncia para evitar a cassação e evitar a perda de direitos políticos.  No entanto, a renúncia de Cunha em nada se relaciona com as ações penais contra ele. Pelo contrário: cidadão comum, Cunha passaria das mãos de Teori Zavascki para as mãos de Sérgio Moro, já que seu caso passaria a ser tratado pela força tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Quem já está com o caso sendo tratado em Curitiba é a jornalista Claudia Cruz, esposa de Cunha. Claudia é acusada não só de ter se beneficiado dos esquemas de corrupção do marido, como também de ter colaborado com ele ao ceder contas particulares para o recebimento de propina. A defesa de Claudia Cruz já havia tentado pedir que seu caso fosse julgado pelo STF junto com o do marido deputado, mas a Justiça negou.

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