Conheça algumas aplicações suspeitíssimas feitas pelos fundos de pensão investigados

Conforme matéria de Antonio Temoteo, para o Correio Braziliense, a lista de investimentos com irregularidades realizados pelos fundos de pensão dos empregados da Petrobras (Petros), da Caixa Econômica Federal (Funcef), do Banco do Brasil (Previ) e dos Correios (Postalis) é ampla. As operações passam por construtoras, fabricante de celulose e estaleiros. A análise mostra que os fundos participaram em operações muito suspeitas.

Abaixo veja a lista de fundos suspeitos:

FIP Cevix: voltado para o setor de energia. O fundo foi criado pela construtora Engevix, envolvida na Lava-Jato. O dinheiro da Funcef entrou por meio da Desenvix Energias Renováveis, controlada pela empresa norueguesa Statkraft. A Funcef detém 18, 69% do capital.

FIP Multiner: voltado para o setor de energia. A empresa Multiner tem como acionista controlador o grupo Bolognesi, com 52% do capital. O Multiner Fundo de Investimento em Participações é administrado e gerido pela Planner Corretora  e constituído sob a forma de condomínio fechado. Os fundos de pensão têm 48% do capital.

FIP Sondas: voltado para o setor de petróleo. Foi criado para abastecer o caixa da Sete Brasil, fabricante de sondas para exploração de sondas em águas profundas. A Sete Brasil está em processo de recuperação judicial. Tem, entre seus acionistas, a Funcef, a Petros e a Previ.

FIP OAS Empreendimentos: voltado para o setor se construção. A Funcef destinou R$ 200 milhões à OAS em 2014, um mês antes de a empresa ser engolfada pela Operação Lava-Jato. A OAS está em recuperação judicial, com dívidas de cerca de R$ 8 bilhões. É acusada de favorecimento em licitações da Petrobras e de pagamentos ao Instituto Lula.

FIP Enseada: voltado para o setor de eletroeletrônico. A Gradiente fez uma reestruturação acionária, criando a Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), da qual passou a deter 40% do capital. Os demais 60% ficaram com o FIP Enseada, que tem como cotistas a fabricante multinacional de eletrônicos Jabil, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) e os fundos de pensão Petros e Funcef. O FIP pagou R$ 68 milhões para ter debêntures conversíveis em ações da CBTD.

FIP RG Estaleiros: voltado para a construção naval.  A Funcef investiu R$ 141 milhões na RG Estaleiros, representando 25% do capital. À época, os 75% restantes pertenciam à Engevix, pega na Lava-Jato.

FIP Florestal: criado especificamente para direcionar recursos à Eldorado Celulose, ligada ao grupo JBS. Os acionistas da Eldorado são o J&F Investimentos, seu controlador; FIP Florestal e FIP Olímpia. O FIP Florestal tem como cotistas a Petros (8,53% do capital) e a Funcef (8,53%).

FIP Global Equity: voltado para o setor de construção. A Funcef é um dos principais financiadores, com R$ 400 bilhões. Os investimentos beneficiaram a OAS.

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5 comentários sobre “Conheça algumas aplicações suspeitíssimas feitas pelos fundos de pensão investigados

  1. Muito interessante a reportagem, entretanto, algumas manifestações são vagas para o leitor que procura imparcialidade na informação. Por exemplo, ao citar a FIP FLORESTAL fala “Eldorado Celulose, ligada ao grupo JBS”, entretanto não se sabe o que significa a alegada ligação.

  2. O Jacób Bittar é carne e unha com o Lulla. O filho dele é quem empresta o nome para aparecer como “dono” do sítio do Lulla. Essa relação de amizade fez com que o Lulla colocasse o Jacob Bittar no Fundo de Pensões da Caixa Econômica (FUNCEF) que sofreu um rombo monstruoso. Espero que seja processado e faça delação premiada esclarecendo o poder do Lulla sobre a Funcef.

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