Após dois anos de Lava Jato, nenhum político ainda foi preso

Como lembra a Folha, a Operação Lava Jato completou no último domingo (28) dois anos sem nenhum político condenado e só dois parlamentares réus em ações penais que estão ainda em fase inicial de julgamento no Supremo Tribunal Federal.

A mega-operação que mudou o paradigma da luta contra a corrupção – pois finalmente o brasileiro passou a se interessar pelo tema – começou em março de 2014, começou a sair as ruas em março de 2014, seis meses antes de chegar ao STF. Desde então, o juiz federal mais temido e odiado por Lula e os petistas, Sérgio Moro, já decidiu por 106 condenações em resposta a 45 acusações criminais do Ministério Público Federal contra 226 pessoas, em 21 casos (46% do total).

Já quando se trata dos políticos de “colarinho branco”, a coisa muda de figura. Em março de 2015, a PGR apresentou ao relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, a primeira lista de políticos que deveriam ser investigados. Foram 28 pedidos de abertura de inquérito e sete pedidos de arquivamento. De lá para cá, mais 39 acordos foram homologados. Zavascki expediu 162 mandados de busca e apreensão.

Toda a investigação já gerou 81 inquéritos, investigando 364 pessoas – a maior parte deles com foro privilegiado -, sendo 54 parlamentares e alguns ministros do TCU, bem como a ex-presidente golpista Dilma Rousseff.

Zavascki emitiu a narrativa de que o andamento no Supremo “é mais complexo e regido por legislação específica” e que a principal razão da diferença de tramitação “é o fato de o STF ser instância única, com reduzidas possibilidades de recursos”. “Além disso, os feitos criminais são analisados, obrigatoriamente, por um ministro relator e um ministro revisor e precisam ser julgados em sessão por órgão colegiado e não individualmente como numa vara criminal.”

Atualmente, a presidente golpista cassada Dilma Rousseff foi beneficiada por um golpe, comandado por lideranças bolivarianas, como Randolfe Rodrigues (Rede) e Humberto Costa (PT), em aliança com Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski, para manter os direitos políticos da ex-presidente, dando-lhe o direito de obter um cargo público em alguma secretaria estadual e assim poder fugir de Sérgio Moro e ser julgada no STF.

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