Golpista Katia Abreu tenta livrar Dilma e Lewandowski dizendo que fatiamento foi ideia dela

A senadora golpista Kátia Abreu (PMDB-TO) veio a público para negar que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski tenha orientado ela sobre como operar o fatiamento da votação do impeachment de Dilma Rousseff e da perda de seus direitos políticos. Segundo Katia, a estratégia foi iniciativa dela, e que só depois foi apresentada a Dilma.

Ainda assim, Katia confirmou que a ex-presidente e amiga tinha conhecimento do golpe, e concordou que a ilegalidade fosse em frente. Katia diz que “apenas informou Lewandowski que iria apresentar o destaque para ele não ser surpreendido”.

“Não é verdade. Só comuniquei que ia fazer pra não fazer molecagem. O assunto requer muita seriedade. Não cabia surpresinhas. Ele me agradeceu e não disse nem uma palavra a favor ou contra”, afirmou a senadora. Ela contou que a decisão sobre o destaque golpista aconteceu há vinte dias. A contradição está no fato de que a conversa teria envolvido José Eduardo Cardozo, um advogado cuja identidade não foi revelada e a própria Dilma.

A decisão do fatiamento tem provocado ira não só nos corredores de Brasília como também na opinião pública. Já há uma avalanche de recursos contra o golpe, incluindo uma conjunta entre DEM, PSDB, PPS e a ala legalista do PMDB. Caso se confirme a participação de Lewandowski na trama, ele próprio pode ser alvo de impeachment. A decisão não só beneficia o deputado Eduardo Cunha, como também pode servir de pretexto para que Dilma assuma alguma secretaria estadual para fugir das mãos de Sérgio Moro com foro privilegiado.

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