Para Cunha Lima, golpe da elegibilidade foi o último acordo de Dilma com Eduardo Cunha

A absurda decisão golpista de manter a elegibilidade da presidente cassada Dilma Rousseff continua causando polêmicas em Brasília. Para o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima, foi golpe. E completou: ”Esse foi o último acordo de Dilma com Eduardo Cunha.”

Ontem o Partido dos Trabalhadores reivindicou que a pena de inabilitação de Dilma para o exercício de funções públicas fosse decidido em votação separada do pedido de impeachment. Contrariando a decisão que cassou o mandato e os direitos do ex-presidente Fernando Collor, o presidente do STF Ricardo Lewandowski admitiu a realização de duas votações.

A decisão dá ao deputado Eduardo Cunha a chance de se safar da perda de direitos políticos, e em última instância pode até ser empregado em algum cargo que confira imunidade para escapar da Justiça. Segundo declarações do deputado Carlos Marum, aliado de Cunha, o ex-presidente da Câmara tem direito a reivindicar o mesmo tratamento. “Do meu ponto de vista, a decisão tomada pelo Senado é inconstitucional”, disse Marum. “Mas se foi feito para a Dilma não vejo razão para que o Eduardo não reivindique o mesmo tratamento.”

Durante todo o processo, Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores sempre venderam a tese de que o pedido de impeachment era um golpe praticado por Eduardo Cunha como vingança por não obter votos dos petistas pela sua absolvição no Conselho de Ética da Câmara. No entanto, o partido acabou aplicando um golpe no dia de ontem, golpe que beneficia Eduardo Cunha.

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