Cunha protegeu Dilma e não deixou que ela fosse investigada por corrupção

Conforme diz o Implicante, o discurso golpista de Dilma Rousseff mais uma vez é desafiado pela lembrança das relações entre a ex-presidente cassada e o também cassado ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Ocorre que,  originalmente, o pedido assinado por ela citava três crimes de responsabilidade da ex-presidente golpista: as fraudes fiscais (conhecidas como “pedaladas fiscais”), a assinatura de decretos sem autorização do Congresso, e todo o esquema de corrupção desvendado pela operação Lava Jato, que exatamente deu gás para as manifestações de rua.

Só que o pedido de impeachment tinha que primeiro passar por Eduardo Cunha, então presidente da Câmara. Mesmo diante de toneladas de evidências, ele alegou que as provas levantadas no terceiro caso eram frágeis demais. Por isso ele barrou a inclusão do terceiro crime, deixando passar apenas os outros dois.

O detalhe é que o terceiro caso atingia Cunha, dado que a Lava Jato o investigada por contas no exterior. Em suma, Cunha dificultou o processo do impeachment ao excluir um terceiro crime de Dilma. Hoje, Dilma o agradeceu com o golpe da elegibilidade, que pode permitir que ele mantenha seus direitos políticos, mesmo que seja cassado.

Anúncios

2 comentários sobre “Cunha protegeu Dilma e não deixou que ela fosse investigada por corrupção

Deixe uma resposta