Renan Calheiros sempre fica em cima do muro

O presidente do Senado, Renan Calheiros, que sempre manteve relação de amizade com os petistas, tem mostrado que continua em cima do muro até mesmo nos momentos mais críticos.

Na votação realizada em 12 de maio, quando Dilma foi afastada do cargo, Renan se absteve. Quando aprovaram o relatório de Anastasia, idem. Hoje, apesar de ter dito “sim” para o impeachment de Dilma, defendeu veementemente o “não” quando votou pela inabilitação política da petista.

Isso, é claro, a despeito do fato de que a Constituição Federal é clara, em seu artigo 52, que o afastamento definitivo por razão de impeachment implica necessariamente na cassação dos direitos políticos pelo período de oito anos.

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2 comentários sobre “Renan Calheiros sempre fica em cima do muro

  1. Do longo e fastidioso discurso do presidente do STF sobre o requerimento de separar a questão do impedimento da dos direitos políticos, pareceu-me que ele referiu mais do que uma vez que a decisão caberia aos senadores, o que implicaria uma votação. Foi com surpresa que, no fim, o ouvi dizer deferir o requerimento, pelo que haveria “fatiamento”. Outra surpresa quando o presidente do Senado se adiantou para dizer que votaria a favor da manutenção dos direitos políticos, o que, a meu ver, era suscetível de influenciar a votação. Se influenciou ou não não se sabe, mas a verdade é que Dilma venceu nesse aspeto. Fico na dúvida se ela se poderá candidatar de novo a presidente ( e não a presidenta, que é palavra que não existe em português).

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