Janaína desmascara golpe narrativo do PT de que Cunha orientou impeachment

A advogada Janaína Paschoal, coautora da denúncia contra a presidente petista Dilma Rousseff, sustentou que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não orientou o processo de impeachment. A defesa tendenciosa de Dilma tenta usar uma narrativa falsa de que o processo de impeachment decorre de vingança pessoal de Cunha contra o partido da presidente, que se recusou a apoiá-lo no Conselho de Ética.

Para Janaína, a tese absurda da defesa não se sustenta, uma vez que Cunha não aceitou todas as denúncias que foram apresentadas na peça assinada por ela e pelos juristas Miguel Reale Junior e Hélio Bicudo. A presidente afastada é acusada da prática de pedaladas fiscais em 2015 e de editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Poder Legislativo, em desacordo com a meta fiscal então vigente naquele ano. A denúncia original ainda trazia aspectos relacionados a financiamentos concedidos pelo BNDES e investigações da Operação Lava Jato – que não foram considerados por Cunha na hora em que autorizou o andamento do processo, em dezembro do ano passado. Cunha limitou a denúncia às manobras fiscais, sem englobar todos os aspectos indicados na denúncia original.

O argumento excluiria a tese de que um “conluio” estaria em jogo no andamento do impeachment. “Este processo é do povo”, disse Janaína. “Todo mundo está contra? É o eterno discurso da perseguição?”, acrescentou.

Em sua defesa no Senado, Dilma, mais uma vez, abusa da paciência do eleitor ao reiterar ontem que não cometeu crime, chamou o atual processo de impeachment de “golpe” e atribuiu sua deflagração a uma vingança pessoal de Cunha, que responde a processo de cassação no Conselho de Ética por ter omitido o controle de contas no exterior em depoimento à CPI da Petrobras. Em continuidade à seus delírios, a presidente petralha complementa “Todos sabem que este processo de impeachment foi aberto por uma ‘chantagem explícita’ do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, como chegou a reconhecer em declarações à imprensa um dos próprios denunciantes. Exigia aquele parlamentar que eu intercedesse para que deputados do meu partido não votassem pela abertura do seu processo de cassação”. 

 

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