Piadista, Lodi, informante de Dilma, compara o crime fiscal à “qualquer violação”

Como mostra a Jovem Pan, o professor de Direito, Ricardo Lodi – escolhido pela defesa de Dilma para ser testemunha, mas foi ouvido apenas como informante – resolveu tripudiar a partir da provocação. Ele disse que não é qualquer violação à lei de orçamento que pode virar crime de responsabilidade.

Segundo ele, a “analogia entre atrasos e operações de crédito foi uma construção criada depois dos fatos serem supostamente praticados”.

“A mudança que houve sobre a questão da compatibilidade entre os decretos de crédito suplementar e a meta fiscal foi a criação de direito novo, não por alteração da letra da lei, mas por alteração da interpretação”, disse. “A Constituição e a lei de impeachment falam de atentado à Constituição. “A partir do acórdão do TCU, de outubro de 2015, é que essa interpretação é alterada com fator retroativo, para atingir a fatos já praticados.” Ele avaliou a decisão do TCU como uma “inovação no direito orçamentário”, que só poderia ser aplicada em casos futuros.

O senador Ricardo Ferraço (PSDB) disse que, como Lodi advoga para Dilma Rousseff e se expressa nas redes sociais com parcialidade em relação ao processo, seu depoimento é “patético”. “Mais do que um advogado, estamos aqui diante de um militante”, comentou.

Aquilo que Lodi definiu como “qualquer violação” – tentando amenizar o crime de Dilma – simplesmente destruiu a economia do país, a partir de uma decisão da presidente afastada, nos levou a uma recessão inédita e ao número absurdo de desempregados. Se isso é “qualquer violação”, devemos questioná-lo sobre o que seria uma “violação séria”.

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