Entrevista em que Requião defende modelo nazista e fisiologismo pode enterrar candidatura de Requião Filho

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), revelou alguns dos seus pontos de vista perturbadores em entrevista ao jornalista Josias de Souza, publicada no UOL. Requião afirmou que os problemas econômicos do Brasil são de “fácil resolução”. A saída, segundo o parlamentar peemedebista, é o modelo nazista de desenvolvimento.

“Sou um admirador de um alemão que foi esquecido no mundo porque trabalhou com Hitler. Chamava-se Hjalmar Horace Greeley Schacht. Quando entregaram a economia da Alemanha para ele, começou dizendo que a Alemanha só comprava de quem comprasse dela. Protecionismo absoluto. Ele enfrentou a banca… Simples. Isso já aconteceu em outros lugares do mundo. Não é uma impossibilidade”, disse o senador.

Hjalmar Horace Greeley Schacht foi um banqueiro e economista alemão, Durante o Regime Nazista, foi presidente do Banco Central Alemão e Ministro da Economia. Suas teorias econômicas influenciaram o economista John Maynard Keynes.

O festival de sandices não parou por aí. Requião ainda defendeu que o segredo para Dilma driblar o impeachment é o conchavo político, trocando cargos e dinheiro por votos. “A Dilma, então, precisa de mais sete senadores. E ela tem a República inteira para negociar com a fisiologia esclarecida”, afirmou.

Na mesma entrevista, o senador paranaense afirmou que sempre fez questão de receber vinhos caros de presentes de empreiteiros e amigos de ocasião. Segundo ele, esta é a “regra” desde sua primeira passagem pela prefeitura de Curitiba. “Daí eu estabeleci uma regra: aceito presente, desde que sejam duas garrafas de vinho ou um livro. Livros ganhei muito poucos. Ganhei vinhos maravilhosos. Tenho até hoje uma adega fantástica em casa, remanescente disso.”

A entrevista desastrosa entrevista de Requião foi o pior que poderia ter acontecido não para ele, mas sim para seu filho Requião Filho, que concorre a Prefeitura de Curitiba. De acordo com o Ibope, ele tem 16% de intenção de votos contra 21% de rejeição. Segundo analistas, essa rejeição se deve ao pai, político truculento e bravateiro que boa parte de Curitiba detesta. Para completar a herança negativa, Requião passou a ser ainda mais rejeitado após optar por defender o mandato de Dilma, que é rejeitada por quase 80% dos paranaenses. Segundo fontes jornalísticas do Paraná, Requião defendeu Dilma para manter os parentes empregados na Itaipu Binacional.

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