Desculpa de Janot para suspender delação da OAS não convence

Ao suspender a delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, o Procurador Rodrigo Janot deixou as coisas ainda mais conturbadas do que já estavam. Existia nos últimos meses certa pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal, principalmente por conta de decisões monocromáticas tomadas por Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, mas isso só piorou depois que Janot suspendeu a delação por ela envolver alguém da Suprema Corte.

Léo Pinheiro havia dado detalhes sobre sua relação com o ministro Dias Toffoli, que no passado já foi advogado do Partido dos Trabalhadores. A acusação é a de que Toffoli foi “beneficiado” com a construção de uma casa. Os investigadores também apuraram que Pinheiro e Toffoli eram muito próximo, sendo que o ministro recebia até mesmo presentes regularmente do empresário, em todo aniversário.

Ao tentarem justificar a suspensão, membros do MPF deram uma explicação não muito convincente. “Normalmente, quando houve vazamentos, a informação existia de fato. Nesse caso, decidimos romper porque foi vazado algo que o Ministério Público Federal não tinha. Essa é a diferença”, explicou um integrante do MPF ao blog do Gerson Camarotti.

Os investigadores contrariam essa versão, eles dizem que tanto nesta delação como em todas as outras as informações constavam nos anexos dos acordos enviados ao Ministério Público Federal.

 

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