Políticos kirchneristas e simpatizantes se tornaram alvos de recorrentes humilhações públicas

A esquerda latino-americana está enfrenta um de seus piores momentos, não só no Brasil e Peru, mas também na Argentina. Ministros, secretários e diretores dos governos de Néstor (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015) estão sendo alvos de escrachos, em que são vaiados e xingados em ambientes públicos por supostos casos de corrupção. Sindicalistas, ativistas e simpatizantes também.

O ex-chefe de gabinete de Cristina, Aníbal Fernández estava em um avião a caminho de Londres quando passageiros foram a sua poltrona xingá-lo.O ex-candidato a vice-presidente Carlos Zannini foi escrachado duas vezes só neste ano. Acusado de corrupção, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, o controverso ex-ministro da Economia Axel Kicillof também foi alvo de vaias e xingamentos públicos. O último a ser escrachado foi Martim Sabatella, ex-diretor da Afsca (órgão de censura oficial estabelecido pelo kirchnerismo por meio da lei de mídia). Também acusado de corrupção, Sabatella tentava embarcar em um voo para Buenos Aires quando virou alvo de um grupo de passageiros que gritavam “delinquente” e “kirchnerista ladrão”.

A ex-presidente Cristina Fernandez de Kirchner só não se tornou pois adotou a estratégia de não andar sozinha desde que saiu da Casa Rosada. Quando aparece em público, costuma estar cercada por centenas de militantes. O mais próximo de escracho foi quando a presidente tentou se mudar para o bairro de Puerto Madero, sendo alvo de repúdio de vizinhos que não aceitavam a presença da socialista por lá. Durante seu governo, Cristina seguiu à risca a receita do marido de responsabilizar os ricos pelos infortúnios do país.

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