Não adianta chorar: truques de vitimização de Dilma não comoverão senadores, diz Agripino

Na semana em que começa o julgamento final do processo legal de impeachment de Dilma, o senador José Agrino (DEM-RJ) aposta que o placar que aprovou o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) será repetido: 59 votos a favor e 21 contra.

Disse ele: “Menos de 59 votos certamente não haverá. Poderá haver um ou dois votos a mais. Já são nove meses de intensa discussão, um longuíssimo debate, com todos os elementos muito conhecidos, tanto da defesa quanto da acusação”, lembrou. “Não creio que ela tenha elementos jurídicos suficientes para reverter votos”, acrescentou.

Qualquer truque de vitimização de Dilma tende a dar em água, sendo incapaz de convencer os senadores e os brasileiros: “Se o povo entendesse que Dilma ainda tem algo a oferecer, a vitimização poderia até funcionar, mas o país, sob seu comando, estava entregue à própria sorte”, criticou. “O Brasil entende que, se Dilma retornasse, voltaríamos à escala decrescente que nos encontrávamos. Por essa razão, a prática da vitimologia não adiantará em nada”, concluiu.
Em relação à narrativa de que “há um golpe”, ele foi enfático: “Essa história de golpe é uma tirada política para animar aqueles que são petistas e que precisam de algum tipo de argumento. Tudo está sendo rigorosamente cumprido com base na constituição. A começar pelo fato de que, nesta reta final, quem preside todos os trabalhos é o presidente do Supremo Tribunal Federal, ou seja, a suprema corte do país. Além disso, a própria presidente afastada já avisou que vem ao Senado apresentar suas razões e argumentações”, disse. “Tudo dá ao Brasil e ao mundo o carimbo da legitimidade de um processo que está previsto claramente na constituição brasileira”, concluiu.
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