Ouro no vôlei de praia, Alison se orgulha de ser militar e cala jornalista do UOL

Uma matéria de Adriano Wilkson, do UOL, deve ter deixado um sabor amargo para o jornalista. Ele foi conversar com o atleta Alison Cerutti, da dupla de vôlei de praia masculino que conquistou o ouro olímpico em Copacabana. Como Cerutti prestou continência no pódio, o jornalista partiu para a empulhação de costume tentando fingir que o ato é “polêmico”.

Terceiro-sargento da Marinha, Alison saiu em defesa do apoio aos atletas de elite do Brasil. Ele é parceiro de quadra de Bruno Schimdt (é o mais alto na foto, com cerca de 2,03 metros de altura). Leia a parte inicial da entrevista:

UOL Esporte – Você é um atleta militar em um país que recentemente passou por uma ditadura militar de 21 anos. Refletiu sobre isso quando aceitou o convite da Marinha?
Alison Cerutti – Não. Eu recebi o convite e tenho muito orgulho de ser milico porque me dá uma estrutura de trabalhar. Me dá uma tranquilidade de fazer meu melhor dentro de quadra.

O passado, as atrocidades que aconteceram, não dizem respeito a mim. Eu recebi um convite nos últimos três anos pra ser milico, representar meu país nos Jogos Militares, de participar dessa ideologia de ter os atletas próximos. Acho uma puta oportunidade.

Na Alemanha é assim, e tem um passado horroroso a Alemanha também. Nos Estados Unidos é assim, na China é assim, Japão é assim e outros países. O problema do Brasil é sempre esse. Sempre que você faz uma coisa já querem levar a outra. O passado é o passado, hoje já não existe mais isso. Claro que houve atrocidades, coisas feias, mas não cabe a mim julgar. O que eu estou vivendo hoje é que hoje eu sou um atleta militar.

Hoje muitos militares relutam em reconhecer os erros cometidos no passado. Muitos dizem que a tortura, por exemplo, foi feita de maneira localizada, quando na verdade sabemos que foi uma prática institucional. Você conversa com os militares sobre essas coisas?
Não tenho diálogo com ninguém sobre isso, não pergunto sobre isso, não cabe a mim julgar. A gente não conversa sobre isso. Até porque o atleta profissional dificilmente vive a vida militar. A gente representa o nosso país e acaba não ficando muito no quartel. Não é uma regalia, mas nós somos diferentes.

O que acha de figuras como o Bolsonaro, uma pessoa que exalta um torturador? Acha que ele “queima o filme” dos militares?
Ele sempre foi assim, sempre foi assim, é difícil o cara mudar. Eu não discuto política, religião e futebol (sou flamenguista!). Não estou fugindo da sua pergunta, mas não discuto porque é uma coisa que desgasta tanto. Sobre o Bolsonaro, eu respeito o jeito dele, a maneira que ele pensa. Agora cabe a mim ou não acreditar ou concordar. Tenho minha opinião e prefiro não comentar

Você não vota nele então?
Não falei isso, falei que prefiro não comentar.

Como se define politicamente, esquerda ou direita?
Não me defino de nenhuma forma. Não vou falar sobre política, não me sinto à vontade. Sou formador de opinião, uma referência, então prefiro não comentar. Não estudei para isso, não é minha área. Tenho que falar sobre voleibol, minha vida, minha opinião. Mas política e religião não comento.

Você estudou para quê?
Me formei na escola, gostava de estudar. Fiz seis meses de publicidade e dois anos de administração. É a área que eu mais gosto, publicidade, administração e marketing. Não tive continuidade porque minha carreira tomou outro rumo, mas gosto de coisas novas, inovadoras, e é assim que toco minha carreira, com desafios, inovações…

Como foram seus últimos dias? Muita pressão?
De todos os atletas do vôlei de praia eu era o mais pressionado. Que tenham participado das últimas Olimpíadas só tinha eu e o letão que éramos medalhistas. Ele saiu na primeira fase e sobrei eu. É incrível como você vive esse momento. Existe essa pressão, mas eu consigo junto com meu parceiro reverter e jogar.

É absurdo, mas simplesmente a maior parte da entrevista foi o patrulhamento de um jornalista arrogante diante de um atleta que não dava a mínima para a politização tentada. As respostas de Cerutti tiraram todos os espaços para Wilkson tentar capitalizar.

Ao que parece, essa não será a última vez em que a mídia de extrema-esquerda passará vergonha por ter tentado constranger atletas militares. Nessa batalha de signos, no entanto, os jornalistas empulhadores estão perdendo enquanto os atletas estão vencendo, até mesmo na conquista de medalhas.

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5 comentários sobre “Ouro no vôlei de praia, Alison se orgulha de ser militar e cala jornalista do UOL

  1. Esse imbecil não diferecia regime miilitar de ditadura militar. Aqui tivemos um governo militar, que na minha opinião para 99%da população, foi muito bom. Não sofremos nenhuma perseguição ou restrições aos nossos direitos. Só foi ruim para os comunistas.

  2. A ignorância, a intolerância, o preconceito, a falta de visão de futuro, o apego a um passado, fazem uma história medíocre. Não queremos isso para o nosso país
    Queremos inovação, coisas boas.

  3. Vocês são liberais, no sentido amplo da palavra? Não vejo nada que trate de LIBERDADE nesse artigo. Bem pelo contrario, trata de autoritarismo (oposto de liberdade) e conservadorismo. Sugiro trocar o mote do site para liberdade economica, especificamente!
    Deixando claro que não tenho nada contra a ação dos militares, que está mais para um remendo pragmatico do que uma solução eficiente e planejada! Mas ao menos fizeram algo produtivo, parabens! E muito boas as respostas do jogador! Porém em nenhum momento, desse trecho ao menos, ele diz que essa foi a melhor solucao!

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