Risco de Dilma ir para a cadeia após impeachment é real, diz Istoé

Para a edição da revista Istoé que chegou às bancas nesta última sexta-feira (19) Dilma tem um horizonte sombrio pela frente. A revista lembra que na reta final do impeachment, Dilma sofre o seu pior revés e pode ter que alterar seus planos pós-cassação. Investigada pelo STF ao lado de Lula, ela corre o risco de parar na cadeia. A matéria, escrita por Pedro Marcondes de Moura, diz que na semana em que o Senado inicia o derradeiro julgamento do impeachment, a presidente afastada Dilma Rousseff enfrenta o auge de sua fragilidade.

As preocupações da petista iriam além da iminência de deixar o Palácio do Planalto pela porta dos fundos. Agora, pesam contra Dilma muito mais do que as acusações por ter editado créditos complementares ou ter cometido as famigeradas pedaladas fiscais, passíveis de perda de mandato. Dilma passou a ser investigada por um crime comum. Desde a última semana, a presidente afastada vive sob o risco real de ser condenada pela Justiça por interferir na Operação Lava Jato.

Teori Zavascki, atendendo a um pedido de Janot, determinou a abertura de um inquérito para apurar as suspeitas de que a petista usou o cargo para obstruir a Justiça, o que configura crime. Para o ministro do STF, há fortes indícios de que Dilma liderou uma conspiração para nomear Marcelo Navarro Ribeiro Dantas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em troca do compromisso para libertar empreiteiros presos da Lava Jato, articulou uma tentativa de evitar a delação do ex-senador Delcídio do Amaral e nomeou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tirá-lo da jurisdição do juiz Sérgio Moro. Por muito menos que isso, Delcídio foi preso. Em termos políticos e jurídicos, a abertura do inquérito pelo Supremo pode ser considerada o pior revés já experimentado por Dilma desde sua ascensão ao poder.

A matéria também lembra que, “isolada e sem apoio até do PT, Dilma tentava construir a narrativa da vítima. Sonhava em entrar para a história como uma presidente cassada sem provas e acima de qualquer suspeita. Desde a posse para o segundo mandato, a petista ecoava um mantra de que o governo dela era marcado pela independência nas investigações de corrupção e propagandeava a inexistência de acusações de enriquecimento pessoal, apesar das inúmeras provas de que o Petrolão abasteceu as campanhas dela de 2010 e 2014 ao Palácio do Planalto. Agora, ao autorizar a abertura do inquérito, o STF sepulta de uma vez a sua versão.” Agora existem muito mais que suspeitas contra Dilma, mas também evidências de suas digitais em diversas tentativas de obstruir a Lava Jato.

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