Dilma vai adotar narrativa da “traição” no Senado e queimar ainda mais seu próprio filme

Uma tática narrativa da presidente afastada Dilma Rousseff para o dia em que for ao Senado é apontar o dedo para senadores que fizeram parte da base aliada de seu governo. Ela os chamará de “traidores” ao se posicionarem favoráveis ao impeachment.

O ex-presidente Lula já entregou a carta à BBC Brasil. Disse que Dilma vai se expor aos “Judas” no Senado. Lula adota a mesma narrativa de que os ex-aliados do governo deveriam demonstrar “fidelidade”.

Entretanto, se os senadores ficarem atentos, o truque pode ser mais um tiro no pé do PT. Os senadores podem rebater a narrativa mostrando que os objetivos deles devem estar alinhados aos objetivos da nação, e não aos objetivos de um partido totalitário.

Afirmar que senadores devem “fidelidade” a uma presidente que os decepcionou é levar a questão para o lado pessoal num nível inédito. Com isso, Dilma reconhece não ter nenhum traço de estadista, aumentando motivos para seu impeachment.

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