Moro dá uma aliviada para Lula. Mesmo assim, defesa esperneia

A coisa anda tão feia para o ex-presidente Lula que parece que até o juiz Sérgio Moro resolveu dar uma aliviada em relação à necessidade de ele prestar esclarecimentos sobre “bens e documentos que teriam sido depositados” pelo petista em um cofre no Banco do Brasil.

O fato é que, como lembra o Estadão, a força-tarefa da Operação Lava Jato havia solicitado ao juiz que intimasse a defesa de Lula a se manifestar sobre 23 caixas com presentes recebidos pelo petista no período em que ocupou a Presidência da República e que foram apreendidas pela Polícia Federal na Operação Alethea, 24ª fase da Lava Jato, em março deste ano.

Moro disse: “Não cabe nova intimação do investigado ou de sua defesa, como requer o Ministério Público Federal, pois, como investigado, dispõe do direito ao silêncio, ainda que eventualmente tenha se apropriado indevidamente de algum presente. Assim, indefiro o pedido de nova intimação para esclarecimentos”, decidiu Moro.

Ele ainda assinalou: “Examinando, sumariamente, o material apreendido, há alguns bens que, se recebidos como presentes durante o exercício do mandato de Presidente da República, talvez devessem ter sido incorporados ao acervo da Presidência.”

Moro lembrou que Lula não está nem um pouco a fim de prestar esclarecimentos. Ele interpretou que o acusado tem o direito de ficar em silêncio sobre este assunto: “Então, a intimação da defesa do ex-presidente, para prestar esclarecimentos, visaria afastar essa dúvida (sobre os presentes). Rigorosamente, pela petição do evento 31, a defesa do ex-presidente havia, aparentemente, se comprometido a prestar esses esclarecimentos. Entretanto, pela nova petição do evento 40, de se concluir que não tem mais ele essa intenção.”

A defesa de Lula, no entanto, nem sequer agradeceu. Ao contrário: caiu na choradeira de novo. Disse que o juiz “reforçou sua parcialidade em relação ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar em nova decisão proferida nesta data (16/08/2016 – Pedido de Busca e Apreensão Criminal nº 5010119073.2016.4.04.7000/PR) que ‘há alguns bens que, se recebidos como presentes durante o exercício do mandato de Presidente da República, talvez devessem ter sido incorporados ao acervo da Presidência'”.

Seguem dizendo que “a discussão sobre o acervo presidencial não tem qualquer relação com a Operação Lava Jato”. No entanto, a defesa não sabe (ou finge não saber) que na verdade até os temas não relacionados precisam ser citados a título de esclarecimento. Logo, Moro não cometeu erro algum.

Observe o que ainda alega a defesa de Lula: “Não há qualquer justificativa jurídica para que o Juiz da Lava Jato queira também se arvorar sobre esse tema, fazendo novas — e igualmente improcedentes — acusações contra Lula.”

A alegação é falsa, uma vez que o juiz deve mencionar os temas relacionados e não relacionados ao caso, pois MP, advogados e a população deve saber os limites da ação. Em resumo, ao invés de agradecer a “aliviada” de Sérgio Moro, os petistas novamente tentaram defender o indefensável.

Anúncios

Um comentário sobre “Moro dá uma aliviada para Lula. Mesmo assim, defesa esperneia

Deixe uma resposta