Plebiscito por eleições é brincadeira de criança, diz Gilmar

Presidente do TSE e também ministro do STF, Gilmar Mendes deixou claro que a ideia de um plebiscito para realizar novas eleições é uma “brincadeira de criança”.

De acordo com o ministro, a proposta defendida por parte do PT e seus aliados não poderia ser simplesmente imposta pelo Governo Federal, mesmo que Dilma voltasse ao cargo. Trata-se de algo que sairia como proposta e deveria ser aprovada no Congresso, o que certamente não aconteceria.

Ainda conforme o ministro explicou, a ideia de novas eleições com base apenas na vontade do presidente não tem base constitucional, de modo que só para abrir o plebiscito para isso já seria mais um embate político agressivo e desgastante. “A questão do plebiscito teria que passar por uma emenda e teria que ter sua constitucionalidade verificada pelo próprio STF. Na realidade, isso parece muito mais um embate político. Isto é um pouco uma brincadeira de criança”, disse.

Para Gilmar, que esteve no Recife participando de um evento no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, não há previsão na Constituição por novas eleições e a proposta de um plebiscito seria mais um “embate político”. “A questão do plebiscito teria que passar por uma emenda e teria que ter sua constitucionalidade verificada pelo próprio STF. Na realidade, isso parece muito mais um embate político. Isto é um pouco uma brincadeira de criança”, disse.

“A presidente Dilma, na Câmara, teve 140 votos. Se ela tivesse tido 171 teria impedido o impeachment. Ela agora vai conseguir três quintos para aprovar uma emenda constitucional na Câmara e depois no Senado? Respondam vocês mesmos”, destacou Gilmar.

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