Instituto de pesquisa Vox Populi é alvo da Operação Acrônimo

A nova fase da Operação Acrônimo da Polícia Federal teve como alvos a construtora JHSF e o instituto de pesquisa Vox Populi, do cientista político Marcos Coimbra. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, sem que nenhum pedido de prisão fosse expedido pela PF.

A Acrônimo investiga um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação, e teria o envolvimento do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Ele é suspeito de ter utilizado os serviços de uma gráfica durante a campanha eleitoral de 2014 em troca de vantagens ilícitas. O proprietário da gráfica Benedito Rodrigues de Oliveira, conhecido como Bené.

O esquema não ajudou só o governador petista, mas também a presidente Dilma Rousseff. Nas investigações, a PF encontrou possíveis conexões com o Petrolão. Além do governador Pimentel, também há o envolvimento de sua esposa Carolina Pimentel. A PF realizou buscas no apartamento do governador e indiciou a primeira-dama. Para evitar que a mulher fosse presa, Pimentel a nomeou secretária do Trabalho. A Justiça mineira analisa vários mandatos de segurança contra a escandalosa nomeação.

Quanto ao instituto de pesquisas Vox Populi, pesa a suspeita de manipulação de resultados a favor do esquema criminoso liderado pelo Partido dos Trabalhadores. O presidente do instituto, Marcos Coimbra, também é colunista da revista Carta Capital.

Anúncios

Deixe uma resposta