Jornalistas de extrema-esquerda se esforçaram para humanizar Fidel Castro em seu aniversário

 

O site Sul Connection escreveu a respeito da idolatria velada – ou não tão velada – demonstrada no fim de semana pelo ditador Fidel Castro, que fez 90 anos de idade no dia 13. A imprensa brasileira simplesmente aproveitou a ocasião para, de modo quase escancarado, prestar homenagens a um tirano responsável direta e indiretamente por milhares de mortes, além de ter condenado toda uma nação à miséria e ao atraso.

“O escritor dissidente Humberto Fontova é autor do livro ‘Fidel – O tirano mais amado do mundo’. A obra trata sobre como o ditador de Cuba, ao contrário de seus outros colegas na Coreia do Norte e no Vietnã, soube capturar o fascínio e admiração de toda uma classe artística e pensante ao redor do mundo. Uma boa prova de tal adoração é a forma como o personagem está sendo retratado nas matérias da imprensa brasileira sobre os seus 90 anos”, diz o artigo.

E continua:

“Todas elas, no G1, no UOL, na Exame, para ficar com apenas alguns exemplos, exaltam as supostas qualidades do tirano, retratado como um homem que jamais permitiu a exploração de sua imagem e como um gênio político que sempre soube enganar seus inimigos. As menções aos assassinatos em massa, a repressão organizada desde sempre, a perseguição aos grupos dissidentes, o financiamento a grupos terroristas na América Latina, tudo isso é relatado en passant.”

De fato, muitos veículos de imprensa fizeram um esforço absurdo para ocultar a face diabólica de um tirano assassino, tentando mostrar aos leitores o seu “lado humano”, embelezando aquilo que pode ser chamado, na melhor das hipóteses, de genocídio político para fins ditatoriais. O jornal Zero Hora, conhecido por ter posições pró-PT, publicou uma matéria extremamente cínica sobre o ditador.

“Fidel havia escrito o artigo “O Aniversário”, divulgado pela imprensa estatal, no qual agradece os cumprimentos, relembra sua infância e a revolução que liderou há 57 anos.Ao mesmo tempo voltou a suas obsessões: o risco nuclear, a superpopulação mundial, a preservação da paz e os Estados Unidos”, diz um trecho da matéria.

É totalmente absurdo, entretanto, que o jornal tenha simplesmente ignorado o fato de que o próprio Fidel, juntamente com a União Soviética, quase começaram a Terceira Guerra Mundial nos anos 60, isto sem mencionar o fato de que o ditador liderou uma revolução sangrenta, extremamente violenta e governou a ilha com mão de ferro. Posar de pacificador, hoje, é quase uma afronta ao bom senso.

Em outra passagem, o Zero Hora demonstra sua total falta de imparcialidade, escrevendo que “Fidel Castro instaurou um regime socialista de partido único criticado por violações de direitos humanos, mas que deu saúde e educação gratuitas a milhares de cubanos.”

Para sermos apenas justos, não há nenhuma evidência de que a medicina ou a educação cubana sejam aquilo que propagam, uma vez que todos os dados são fornecidos pelo próprio governo de Fidel. Ademais, mesmo que fosse o caso, não é nem de longe justificativa para violar direitos humanos. Também não se pode dizer que tais serviços sejam gratuitos, dado o fato de que a pobreza em Cuba é algo alarmante e os impostos são altíssimos.

Em tese, é possível afirmar que todo cidadão cubano é um empregado direto de Fidel Castro, uma espécie de escravo, e como todos os escravos eles ganham um pouco de comida, água e o “direito” de tomar banho três vezes por semana. A vida em Cuba só é boa para os ricos, e só é rico quem trabalha dentro do próprio regime dos irmãos Castro ou turistas que ficam nas partes boas da ilha. Não é por acaso que em todas as Olimpíadas atletas cubanos fogem, o que demonstra completo desespero para escapar da vida sob o comando do ditador.

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3 comentários sobre “Jornalistas de extrema-esquerda se esforçaram para humanizar Fidel Castro em seu aniversário

  1. Fidel dá educação e saúde pro povo sobreviver dentro do país que na verdade é uma prisão. Ele viola os direitos humanos, cobra impostos e esmaga qualquer tipo de liberdade ao povo sofrido e manipulado pelo seu sistema.

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