Haddad pede censura de mídia

Em entrevista publicada no site do PT, o prefeito petista de São Paulo (SP) deu uma resposta aterradora ao ser questionado sobre o papel das mídias alternativas na política.

Haddas afirmou: “Nunca ficou tão clara a necessidade de democratização dos meios de comunicação. Efetivamente, hoje, a agenda política do país está nas mãos de cinco pessoas. Cinco pessoas dizem de manhã o que vai ser discutido durante o dia. O que não está na cabeça dessas pessoas, não está no mundo. Então, isso é a anulação da política, a anulação da cidadania.”

Em ritmo de Cristina Kirchner, ele segue: “Não é o cidadão que pauta a política, mas sim meia dúzia de famílias. Isso tem sido objeto até de consideração por parte de um dos maiores jornalistas do mundo, que é o Glenn Greenwald, que tem feito um trabalho de cobertura da imprensa. É um olhar de fora, que é um olhar mais imparcial, sobre o que se passa no Brasil no que diz respeito aos meios de comunicação.”

A narrativa de “que a mídia está nas mãos de cinco pessoas” é a mesma adotada por Cristina Kirchner para implementar sua Ley de Medios, que censurou a mídia na Argentina. O projeto bolivariano se baseia em implodir as empresas maiores e reduzi-las em tamanho, para que elas fiquem mais vulneráveis à pressão das verbas estatais de anúncios. É uma forma de censura sutil. Sempre que bolivarianos falam em “democratização de meios de comunicação”, na verdade usam uma palavra passe para justificar a censura a partir da pressão econômica a partir de anúncios estatais.

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8 comentários sobre “Haddad pede censura de mídia

  1. antonio barbosa, temos que usar as palavras que são utilizadas pela escória. Se usarmos a palavra comunismo, eles irão zombar da nossa cara, e utilizar outras estratégias, para dizer que somos paranoicos e fantasiosos.

    Temos que saber jogar o jogo contra esses marginais. Se não fizermos isso, eles vencem.

    Então utilizemos a palavra “bolivariano”.

  2. O cidadão pode opinar, porém os Políticos fazem o que querem. Vejam o que os DEPUTADOS FEDERAIS estão coma Lei Contra a Corrupçãos são mais de dois milhões de assinaturas, porém os deputados não enxergam isso é como se dissesse que a opinião do POVO não interessa

  3. O PODER EMANA DO POVO. OS ELEITOS(PRESIDENTE,SENADORES, DEPUTADOS, PREFEITOS, VEREADORES, ETC E TAL) DEVERIAM CONHECER E APLICAR O QUE DETERMINA A CONSTITUIÇÃO, SE ASSIM NÃO FOR, ESTARÃO TRAINDO O POVO.
    NÃO SE PODE PERMITIR QUE ESTES “REPRESENTANTES DO POVO” POSSAM LEGISLAR EM CAUSA PRÓPRIA OU DE PARTIDO.

  4. Há ocasiões em que o abuso das palavras compromete sua elasticidade e o significado que se pretende conferir a elas. Os adeptos da censura, por exemplo, costumam recorrer a artifícios de linguagem para inverter a ordem dos acontecimentos e justificar sua sórdida campanha de cerceamento à liberdade de imprensa.

    Alguns o fazem dissimuladamente. Outros, todavia, sequer disfarçam seus intentos ao proclamar incondicional apoio à agenda liberticida do governo anterior.

    Como cidadão, tenho o direito de conhecer em detalhes o quadro calamitoso da administração pública federal sob o PT, e de ser informado sobre as razões de seu trágico colapso ético e moral. E como contribuinte, exijo saber como as autoridades empregam o dinheiro de meus impostos. Os governos têm o dever legal de prestar contas à sociedade. Contudo, não o fazem.

    Aliás, o poder público no Brasil – em todos os níveis e esferas – tem a obsessão doentia de utilizar o orçamento apenas para enaltecer suas classes governantes e ocultar o que realmente interessa às massas. Não fosse a mídia, ninguém saberia de absolutamente nada neste País.

    Assim sendo, infiro que apenas delinquentes, corruptos, fundamentalistas religiosos, comunistas e fascistas possuem real interesse em censurar a imprensa. Exatamente aqueles que, com suas ações delituosas, almejam a destruição do Estado Democrático de Direito.

    Não existe democracia sem liberdade de imprensa, pois sua higidez e bom funcionamento dependem da transparência e do livre fluxo de informações.

    Os excessos que dela derivam, por sua vez, podem e devem ser dirimidos pela legislação em vigor. Essa é uma garantia assegurada pela própria Constituição. Até mesmo aqueles que advogam em favor da censura estão cônscios a esse respeito.

    E, à exceção do PC do B e de seus congêneres bolivarianos, o regime lulopetista não possui respaldo de nenhum outro partido de sua extinta base aliada para viabilizar esta depravação totalitária. Porém, na improvável hipótese de ele obter o apoio que lhe é necessário, seu anteprojeto, já convertido em lei, será questionado no Supremo Tribunal Federal.

    E a Corte Suprema, por sua vez, certamente a declarará inconstitucional, devido à sua pretensão de regulamentar a difusão de conteúdo, como, aliás, seus proponentes têm reverberado a torto e a direito (vide a última resolução da Executiva Nacional do PT). Eis a dura realidade com a qual o lulopetismo terá de lidar para que seu projeto de cunho autoritário possa prosperar no Congresso Nacional.

    Além disso, o Estado já dispõe de um marco jurídico para o setor audiovisual – o Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62) –, cujo texto pode ser aperfeiçoado sem nenhum prejuízo às liberdades de expressão e de informação.

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