Venezuela: para não morrer de fome 142 mil pessoas cruzaram fronteira em três dias

A crise humanitária que se abateu sobre a Venezuela fez com que o ditador socialista se rendesse (um pouquinho) e concordasse em abrir gradualmente as fronteiras com a Colômbia, fechadas a um ano. A decisão de abrir as fronteiras, tomada junto a Juan Manuel Santos (Colômbia), aconteceu na última quinta (11).  Cinco postos de entrada ficarão abertos para pedestres todos os dias entre 6h e 21h no horário de Caracas (7h e 22h em Brasília).

Vale lembrar que as fronteiras entre os países estavam fechadas desde agosto de 2015, por decisão unilateral do ditador socialista. Na época, Maduro criou a narrativa de que havia falta de segurança após quatro militares venezuelanos serem mortos por paramilitares colombianos em San Antonio del Táchira, onde fica o principal acesso terrestre entre os países.

Passados três dias do incidente, Maduro ampliou o fechamento da ponte entre a cidade e Ureña, na Colômbia, por tempo indeterminado. Foi o pretexto para ele declarar estado de exceção no Estado de Táchira e, numa atitude cruel e anticivilizada, expulsar mais de 20 mil colombianos, incluindo refugiados, sob a acusação de contrabando e associação com paramilitares.

A atitude de Maduro causou fuga em massa, mas isso não aliviou seu sadismo: parte dos colombianos teve casas e pertences destruídos por militares e precisou deixar o país pelo rio da fronteira para não perder o que sobrou. Nas semanas seguintes, o estado de exceção e o fechamento foram ampliados para os outros quatro estados fronteiriços.

Em 21 de setembro, em Quito, a Venezuela decidiu liberar a passagem só para estudantes e grupos humanitários. Com o fechamento das fronteiras, os venezuelanos sofreram ainda mais com a escassez.  Em razão do colapso, Maduro decidiu abrir a fronteira só para pedestres em 9, 16 e 17 de julho. Nos três dias, 142 mil pessoas foram à Colômbia.

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Um comentário sobre “Venezuela: para não morrer de fome 142 mil pessoas cruzaram fronteira em três dias

  1. Um lixo esse ditador que está massacrando o povo do seu país, expropriando empresas e agora pra piorar, uma empresa que não é do governo, fica impedida de demitir um funcionário. Contratou? É pra sempre!

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