Tribunais de Maduro confirmam: Lopez seguirá como preso político

Em novo recuo civilizacional, um tribunal de apelações venezuelano – ligado à Nicolas Maduro – manteve a pena de quase 14 anos de prisão para o líder opositor Leopoldo López. A informação foi transmitida nesta sexta-feira (12) por seu advogado, Juan Carlos Gutiérrez. “Confirmaram a sentença, confirmaram a pena, nos mesmos termos”, disse.

Em clima de “faz de conta”, a  corte analisava um recurso apresentado pelo líder do partido Vontade Popular contra a pena de 13 anos e nove meses de prisão que lhe foi arbitrariamente imposta em setembro de 2015.

A narrativa criada pela ditadura de Nicolas Maduro visava transferir ao líder opositor a culpa pelos crimes praticados durante a onda de protestos ocorrida em 2014 para exigir a renúncia do ditador. A violênc14ia durante as manifestações, principalmente praticada pelas milícias de Maduro, deixou 43 mortos.

No dia 23 de julho passado, durante a audiência de apelação, López demonstrou que não haviam provas de sua culpa, mas ao mesmo tempo reconheceu ser líder do movimento de oposição: “Assumo minha responsabilidade plena por ter denunciado o Estado venezuelano como corrupto, deficiente, antidemocrático e repressor”.

A defesa do preso político afirmou ter havido  “alteração de má-fé” do material probatório e “erros graves de procedimento” no julgamento original, o que exige a anulação da sentença e a libertação de López. “Trata-se absolutamente de um julgamento político. Lamentavelmente, impuseram o interesse do governo sobre o sistema judicial”, lembrou Gutiérrez.

A decisão do tribunal bolivariano também foi rejeitada pela aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que controla o Parlamento e está empenhada em realizar o referendo para tirar Maduro do poder.“Rejeitamos a ratificação da condenação ilegal e injusta contra nosso irmão e reiteramos que será libertado pelo voto do povo”, escreveu no Twitter o secretário-executivo da MUD, Jesús Torrealba.

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