Ao aparelhar BNDES para o PT, Luciano Coutinho faliu a instituição

Em reportagem de Danielle Nogueira para O Globo, sabemos que o BNDES teve prejuízo de R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre de 2016, o primeiro desde 2003. No primeiro semestre de 2015, o banco teve lucro de R$ 3,5 bilhões. De acordo com a instituição, “o resultado foi consequência, principalmente, de despesas com provisões, tanto da carteira de crédito e repasses quanto da carteira de participações societárias”. Isto é, o risco de calote cresceu — em virtude da crise econômica — e o banco teve que prever possíveis perdas futuras com as fatias societárias que tem nas empresas. Analistas já esperavam resultado negativo no semestre justamente por essas razões.

Em comunicado, o BNDES afirmou que as provisões alcançaram R$ 9,588 bilhões no primeiro semestre, bem mais que o R$ 1,635 bilhão em igual período de 2015. O banco não cita empresas específicas, mas dados do balanço mostram que houve um forte impacto da Oi, na qual o BNDES detém 4,63%.

“O BNDES sempre foi conservador em sua análise de crédito e nas garantias requeridas. Nós vínhamos recebendo críticas que, comparados a outros bancos, não vinhamos provisionando tanto dada a características do momento. No primeiro semestre de 2016, a economia se deteriorou bastante principalmente pela incerteza afetando a política econômica. O que fizemos foi seguir a orientação do 2682 do Banco Central, que diz que as garantias de crédito impactam na percepção de risco, logo impacta na provisão”, afirmou Vânia Borgerth, superindente da área de Controladoria do BNDES, em teleconferência.

Um dos impactos foi a operadora Oi. O valor contábil da tele foi reduzido de R$ 229,5 milhões em junho de 2015, para R$ 73,4 milhões em junho de 2016. Uma queda de 67,9%. Ademais, o BNDES é credor da empresa, com dívida de R$ 3,3 bilhões. A Oi pediu recuperação judicial em junho e teve prejuízo de R$ 2,3 bilhões no primeiro semestre.

Em resumo, o BNDES está tecnicamente falido após o aparelhamento da instituição para o PT.

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