Dilma recua do recuo: vai manter o termo “golpe” na carta aos senadores

Depois do truque das novas eleições, quando a presidente afastada Dilma Rousseff chegou ao cúmulo de insinuar que, se voltasse ao poder, convocaria um plebiscito – o que ela não teria poder constitucional para fazer, e após ser criticada por Rui Falcão e até por Lula, a petista recuou do recuo.

Na semana passada foi divulgado que Dilma não usaria o termo “golpe” em sua carta aos senadores e ‘ao povo brasileiro’, carta esta que Lula chamou de “pura bobagem” em comentário feito durante reunião com parlamentares. A recomendação de não utilizar a palavra “golpe” foi dada por seus poucos aliados no Congresso, que perceberam o óbvio: chamar milhões de brasileiros de golpistas por quererem ela fora não é estratégico, ainda mais em ano eleitoral.

Entretanto, a narrativa de “impeachment é golpe” ecoou por muito tempo nas bocas petistas, foi algo repetido de maneira exaustiva durante meses por absolutamente todos os aliados de Dilma e ela própria. Mudar o tom agora, no final, não iria surtir o efeito desejado e soaria ainda mais oportunista, o que fez com que ela recuasse de seu recuo e afirmasse, em seu Twitter, que ainda vai se referir ao impeachment como “golpe”.

Bom para seus opositores, que já provaram os crimes cometidos por Dilma. Se ela continuar chamando a população de golpista só sairá com a imagem ainda mais desgastada.

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