“Assombração de palanque”: narrativa vitimista de Dilma complica petistas em eleições

O prefeito petista da capital paulista, Fernando Haddad, candidato à reeleição, foi questionado sobre se iria convidar Dilma Rousseff para enfeitar seu palanque. Ele disse: “Ela está vivendo um momento difícil e me solidarizo. Sobrecarregá-la mais com esse tipo de abordagem não seria justo. Seria desrespeitoso tratar um drama desse pensando se dá voto ou não”.

No fundo, como diz o jornalista Augusto Nunes, ele estaria “fingindo que não é pelo pavor de ter ao lado a mais temida aliada eleitoral do planeta que resolveu ficar a mil quilômetros da Assombração do Alvorada”. Dilma é definida por Nunes como “assombração de palanque”.

Para Carlos Chagas, do Tribuna da Internet, Dilma vive um permanente inferno astral, apesar de fazer aniversário apenas em dezembro. Ele afirma: “Até a carta que pretendia endereçar aos senadores e à nação em geral vem sendo sabotada pelo Lula e dirigentes do PT. Só falta os Correios se negarem a transportá-la. Madame pretendia, e ainda mantém a disposição, de referir-se ao  seu impeachment como um golpe parlamentar. Não pouparia agressões verbais para reagir ao seu afastamento do palácio do Planalto, em vias de tornar-se definitivo. Pois não é que seus companheiros discordaram e até ameaçaram vir a público declarando a discordância?”

Chagas questiona: “Os motivos são óbvios: ela vai e eles ficam. No caso, vai para o esquecimento e ficam para disputar as eleições de 2018. Lula está cada vez mais disposto a concorrer à presidência da República daqui a dois anos. Por falta de opção, o PT estimula a aventura. Por que iriam, então, tornar impossível a convivência com os senadores que, ofendidos, poderiam criar obstáculos para a candidatura?”

Em resumo, a narrativa desonesta do PT – ao fingir que o processo legal de impeachment “é um golpe” – deve prejudicar ainda mais o partido nas eleições.

 

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