Se acordo de delação da Odebrecht for fechado em setembro, PT se complica de vez

A delação premiada do Grupo Odebrecht está em fase final, no momento em que se discutem detalhes sobre multas e penas para, assim que todos concordarem, a colaboração ser homologada pela Justiça.

Até agora, a negociação tem se arrastado por resistência da própria Odebrecht, que aguarda o final da novela do impeachment de Dilma. Caso Dilma permaneça, ainda que improvável, a empreiteira pode buscar se beneficiar de novos acordos com o governo, algo que Michel Temer certamente não fará questão alguma que aconteça.

No atual momento, apesar de ainda faltar um bom caminho, estima-se que a negociação chegue ao acordo final ainda em setembro, o que pode resultar em um desastre político histórico para o PT nas eleições municipais. E isso, é claro, sem mencionar as implicações jurídicas, uma vez que a Lava-Jato investigada praticamente todos os peixes grandes do partido.

Até lá, as campanhas estarão a pleno vapor, e isso significa que os principais candidatos petistas às prefeituras sofrerão um duro golpe com a má publicidade que isso vai gerar, ainda mais aqueles que eventualmente já foram apoiados diretamente por Lula e Dilma, como é o caso de Fernando Haddad, em São Paulo, ou de Tadeu Veneri, em Curitiba, que é cabo eleitoral de Gleisi Hoffmann, também investigada pela Lava-Jato.

Se isso acontecer mesmo, será o fim do PT nesta campanha.

 

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