Petista que lidera OEA não tem como ajudar o partido

Essa semana, três deputados petistas encaminharam um ofício à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), com um pedido de ‘intervenção internacional’ para anular o impeachment de Dilma Rousseff.

Além de ser um desrespeito às instituições nacionais, é importante frisar que o ato é inócuo por si só. A OEA não tem esse tipo de poder, trata-se de uma organização que dá recomendações aos países membros, mas não intervém em questões de política interna.

Convenientemente, a propósito, o atual secretário-geral desta comissão é Paulo Abrão, petista, ex-braço direito de José Eduardo Cardozo quando este ainda era Ministro da Justiça.

A teoria dos adversários de Dilma é que o partido está, na realidade, apenas tentando chamar toda a atenção possível, mesmo sabendo que isso não vai levar a lugar algum, como uma forma de reforçar a militância. Agora que o PT voltará a ser oposição – isso se não tiver o registro cassado – é mais que necessário fortalecer as bases que foram esquecidas durante o governo de Dilma.

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