Escândalo Postalis: por fraude e desvio da previdência, 4 pessoas são indiciadas pelo MPF

Quatro pessoas foram denunciadas pelo MPF pelos crimes de lavagem de dinheiro e fraude fiscal no escândalo do Postalis. Os crimes foram praticados entre 2006 e 2011 para desviar recursos do Postalis, o instituto de previdência dos Correios.

Já é a segunda denúncia contra envolvidos no esquema, que resultou em prejuízos superando a marca de US$ 140 milhões (R$ 442 milhões) ao Postalis. Para praticar os desvios, os fraudadores superfaturaram títulos negociados no mercado de capitais no Brasil e no exterior, a partir de offshores.

O empresário Fabrizio Dulcetti, da Atlântica Administração de Recursos (dona de algumas dessas offshores), é considerado o mentor do esquema. Fabrizio teria forjado doações, empréstimos e aquisições de bens, usando contas bancárias de parentes. Por exemplo, a empresa teria comprado um apartamento no Ibirapuera (zona sul de São Paulo) em 2011, por R$ 4 milhões, mas segundo apuração feita à época valia quatro vezes mais.

No esquema estariam envolvidas a esposa do empresário, Laura Neves, e sua sogra, Mercedes Serruya Monteiro. Outras duas transações tiveram a participação de sua cunhada, Rayanna Serruya Monteiro. Os quatro – Fabrizio, Laura, Mercedes e Rayanna – foram indiciados.

Vítima de fraudes na época do governo petista, o Postalis teve um rombo de R$ 5 bilhões de reais, prejudicando seriamente a aposentaria dos funcionários dos Correios.

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