Empreiteira comprou silêncio de Rose a pedido de Lula, diz Istoé

Conforme diz a Istoé, um dos capítulos do acordo de delação premiada negociado por Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, traz mais detalhes que complicam Lula. Nestas páginas, Pinheiro trata especificamente dos favores prestados pela empreiteira a Lula. Entre esses favores se incluia a montagem e execução de uma operacão destinada a comprar o silêncio de Rosemary Noronha, a protegida do ex-presidente petista.

A delação deve detalhar como a empreiteira envolvida no Petrolão a socorreu após ela ser demitida do gabinete da Presidência em São Paulo, em dezembro de 2012, e ter se tornado alvo da Polícia Federal na Operação Porto Seguro pelo envolvimento com uma organização criminosa que fazia tráfico de influência em órgãos públicos.

Uma das maneiras encontradas pela OAS para ajudá-la foi contratar a New Talent Construtora, empresa do então cônjuge de Rose, João Vasconcelos. A contratação, disse Pinheiro, atendeu a um pedido expresso de Lula. Mensagens trocadas por executivos da OAS no fim de 2014 interceptadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato mostram a pressa dos dirigentes da empreiteira em “resolver o problema de João Vasconcelos e Rose.”

Nas conversas, em que chegaram até a mencionar os telefones da protegida de Lula e do ex-marido dela, os executivos narram a pressão do “amigo”, possivelmente o ex-presidente Lula, para que fosse encontrada logo uma solução. É que Rosemary, já fora do cargo e respondendo criminalmente na Justiça (e sem o prestígio que já recebera anteriormente), mandava mensagens para a cúpula do partido se dizendo abandonada. Por isso, Rose sempre aterrorizou os petistas, que ficavam com medo de serem delatados.

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