“Garçom de Lula” botou dinheiro no bolso, mas não prestou serviços

Proprietário da Focal Confecções e Comunicação Visual, o empresário Carlos Roberto Cortegoso afirmou à PF que os R$ 300 mil que ganhou da empresa acusada de corrupção na Operação Custo Brasil foi indicação do Partido dos Trabalhadores, novamente para resolver dívidas de campanha. A empresa de Cortegoso era a segunda maior fornecedora da presidente afastada Dilma, em 2014, durante a campanha eleitoral.

O acordo tem a ver com o Esquema Consist, que envolve o ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi Hoffmann. Segundo a Polícia Federal, o “declarante explica que isso aconteceu devido a créditos que o declarante e/ou sua empresa tinha junto ao PT por serviços realizados e não pagos no passado.”

Desdobramento da Operação Lava Jato, a Custo Brasil apontou pagamento da Consist para a CRLS Consultoria e Eventos, outra empresa de Cortegoso. Em delação premiada, o ex-vereador do PT Alexandre Romano confessou que foi responsável pela indicação de repasse da Consist para a firma do “garçom de Lula” em 2010.

Cortegoso é chamado de “garçom de Lula”.

Anúncios

Deixe uma resposta