Desde 12 de maio, Dilma perdeu um voto. Seus adversários ganharam quatro

Apesar de toda a chicana petista, a cada dia se torna mais evidente que Dilma Rousseff não tem mesmo a menor chance de sobreviver politicamente. Isso leva a crer que, no fundo, todo esse teatro em defesa dela seja apenas para atrasar as coisas e prejudicar a estabilidade política, que já está muito frágil.

Abaixo, análise de Reinaldo Azevedo, na íntegra:

“A situação de Dilma Rousseff piorou da madrugada de 12 de maio para a deste 10 de agosto. Naquela data, 55 senadores votaram a favor da abertura do processo de impeachment — o que levou a petista a se afastar do governo —, 22 se posicionaram contra, houve 3 ausências e 1 abstenção, como agora: a de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado.Um senador mudou de ideia: João Alberto (PMDB-MA) votou contra a abertura do processo em maio, mas agora compôs a esmagadora maioria dos 59 que tornaram Dilma ré. Por isso, a presidente afastada, que teve 22 votos a favor naquela jornada, ficou agora com apenas 21.Dois senadores do PMDB que não participaram daquela votação disseram “sim” ao processo desta vez: Jader Barbalho (PA) e Eduardo Braga (AM), que foi ministro das Minas e Energia de Dilma.Assim, os 55 votos já se fizeram 58. Falta um: Delcídio do Amaral, então, não votou. Cassado o seu mandato, assumiu a vaga  aquele que era seu suplente: Pedro Chaves (PSC-MS). Deu o 59º voto contra Dilma.Dois senadores que agora votaram a favor de Dilma não participaram daquela votação, mas isso não contribuiu para alterar o resultado: Donisete Nogueira (PT-TO), suplente de Kátia Abreu (PMDB-TO), então ministra, deixou a Casa com a volta da titular. Roberto Muniz (PP-BA), suplente de Walter Pinheiro (Sem Partido), que se tornou secretario de Estado na Bahia, repetiu o voto do titular e se posicionou contra o impeachment nesta madrugada.”

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