Terceiro tesoureiro petista preso, Paulo Ferreira admite propina

O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores Paulo Ferreira admitiu que solicitou ao advogado operador do esquema que fizesse pagamentos no seu interesse com dinheiro de propina. Paulo Ferreira foi preso na Operação Custo Brasil, no dia 23 – mas foi novamente alvo de investigações por parte do Ministério Público por envolvimento no esquema criminoso deflagrado pela Operação Abismo.

Segundo os investigadores, o dinheiro da corrupção obtido por Paulo Ferreira teria abastecido blogs de esquerda, parentes e até escolas de samba. Os investigadores apontam ainda que o tesoureiro deu dinheiro para uma rainha de escola de samba, que supostamente seria sua amante. As informações que fundamentaram a acusação no âmbito da Operação Abismo partiram da delação do ex-vereador petista Alexandre Romano, que declarou ter desviado R$ 1 milhão de contratos para a reforma do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro, para Ferreira.

Ferreira é marido da ex-ministro da ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome  de Dilma Rousseff, Thereza Campello. Ferreira é terceiro tesoureiro petista a ser preso acusado de corrupção. Antes dele, foram presos Delúbio Soares por envolvimento no Mensalão e João Vaccari por envolvimento no Petrolão. As operações Abismo e Custo Brasil são novos flagelos no PT, deterioram ainda mais a situação do partido.

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