Almirante Othon aprendeu que os Sérgios Moros são cada vez mais numerosos, diz Augusto Nunes

Após a condenação do vice-almirante Othon Luiz Pinheiro, feita por um juiz da 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, as visões a respeito do judiciário brasileiro acabaram por mudar de vez.

“Uma dessas ramificações derivou da descoberta da ladroagem que, paralelamente ao grande assalto à Petrobras, sangrou em muitos milhões de reais o setor de energia, sobretudo o projeto nuclear. O esquema corrupto forjado por Othon, uma tropa de larápios e empreiteiros que acabaram encalhando no pântano do Petrolão funcionou anos a fio — e foi mais lucrativo do que nunca enquanto manipulou as licitações das obras da usina Angra 3. A denúncia contra o ex-presidente da Eletronuclear e seus 13 comparsas foi aceita pelo juiz Sérgio Moro em 3 de setembro de 2015”, diz Augusto Nunes.

O jornalista continua:

“Lula sabe que é perseguido não por Sérgio Moro, mas pelo Código Penal. Logo aprenderá que, no Brasil redesenhado pela Lava Jato, não estaria a salvo mesmo se conseguisse escapar do juiz que hoje é um símbolo do combate à corrupção. O exemplo de Curitiba vai se alastrando pelo país. Já são muitos os Sérgios Moros espalhados pelos tribunais do Brasil. Lula acabou de descobrir que um deles se chama Ricardo Leite.”

Aparentemente, a Justiça começou a trabalhar de verdade com o exemplo do curitibano.

 

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