Dilma está apavorada com “segredos sulfurosos” da delação de Santana, diz Veja

Segundo a Veja, “o marqueteiro João Santana guar­da­va segredos tão sulfurosos sobre as campanhas do PT que, por meses a fio, anos a fio, se recusou a revelá-los”. Fontes revelam que o conteúdo de sua delação premiada explica porque anteriormente ele temia “destruir a presidente” com o que tinha a dizer.

A matéria segue dizendo que a principal revelação que Santana e a sua mulher, Mônica Moura, se dispuseram a comprovar é que a presidente afastada autorizou ela mesma as operações de caixa dois de sua campanha. Em síntese, não se trata de dizer que Dilma sabia do que acontecia nos bastidores clandestinos de suas finanças eleitorais, mas sim que ela própria comandava o jogo.

Em 2014, Santana relutou em aceitar o convite de fazer a campanha petista, pois havia tido problemas para receber os pagamentos pelos serviços prestados e não queria voltar a enfrentar as mesmas complicações. Ele também achava que mais recursos seriam necessários, pois o cenário político estava mais competitivo.

Dilma teria lhe dito que dinheiro não seria problema. Santana irá confirmar que ouviu dela que não haveria atraso no pagamento e que o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, se encarregaria de negociar o caixa paralelo com os doadores. Outro ministro, Antonio Palocci, ganhou um capítulo exclusivo na proposta de delação do marqueteiro. Ele é apontado como o responsável por esquematizar o fluxo de pagamentos clandestinos que viabilizaram vários serviços nas eleições de 2006 e 2010, incluindo o do próprio Santana.

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