Dilma apela à legislação inexistente ao dizer que impeachment é “eleição indireta”

Dilma Rousseff voltou à carga contra o impeachment alegando golpe contra a democracia. Segundo a presidente, impeachment é eleição indireta. A declaração foi dada horas após a Comissão Especial do Impeachment no Senado ter aprovado o parecer final do senador Antonio Anastasia (PMDB-MG). Além das declarações contra o impeachment, a presidente aproveitou a reunião com sindicalistas do setor petroquímico para acusar Michel Temer de “querer privatizar a Petrobras”.

As afirmações da presidente entram em contradição não só com a Constituição como também com sua própria estratégia de Defesa, já que Dilma espera que os senadores barrem o impeachment no plenário. Questionar a legitimidade dos senadores para decidir pelo impeachment também coloca na berlinda os que se decidem contra o impeachment, já que todos os parlamentares que decidem o assunto estão cumprindo disposições inerentes ao cargo para qual foram eleitos.

Em sua fala, Dilma também contradiz a história do PT, já que o partido atuou pelo impeachment do presidente Fernando Collor. As falas de Dilma contrariando a Constituição e mentindo sobre a falta de legitimidade dos que a julgam fazem parte da estratégia de Dilma, que já não espera voltar ao Planalto. Só resta a presidente afastada apelar para uma narrativa que a transforme em vítima de perseguição política quando ela for obrigada a enfrentar o juiz Sérgio Moro, algo que deve acontecer logo que ela deixe a presidência da República. Sem foro privilegiado, Dilma enfrentará o mesmo dilema de Lula, que é a iminência da prisão.

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