Rui Falcão diz que truque de Dilma pedindo “novas eleições” é golpe contra eleitores

Ao que parece, o fato de Dilma ter jogado a culpa do caixa 2 sobre as costas do PT – e dias depois ainda ter reconhecido que o partido deve desculpas por usar dinheiro roubado em campanha – deixou os integrantes da organização bastante chateados, para dizer o mínimo. As consequências já estão surgindo.

Uma dessas consequências se vê na fala do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que desmascarou nesta quinta-feira (4) a narrativa alardeada por Dilma de que haveria um plebiscito para nova eleição presidencial. O truque é defendido pela presidente afastada e serve para enganar eleitores, que deveriam acreditar na narrativa para devolver o cargo à ela, que, em seguida, poderia lutar para se manter no cargo, ignorando qualquer tipo de plebiscito.

Segundo Falcão, a medida de “plebiscito” não tem viabilidade e não ajuda a presidente afastada a conquistar votos dos senadores contra seu impeachment: “Não vejo nenhuma viabilidade para esse tipo de proposta”, afirmou o dirigente petista, depois de se reunir com a Executiva nacional do PT, em São Paulo.

No dia 10, Dilma apresentará uma carta onde incluirá várias narrativas, entre elas a carta de “novas eleições”. Mas Falcão afirma que não há como uma nova eleição presidencial ser realizada antes de 2018, quando acaba o mandato da petista. Segundo o presidente nacional do PT, “qualquer pessoa que conheça minimamente os processos” sabe que a medida não é viável. Segundo o Antagonista, o presidente do PT foi além e disse que um plebiscito “seria um golpe contra ela e contra os 54 milhões de eleitores que votaram nela.”

Mesmo que Dilma voltasse ao cargo, teria que pedir autorização para o Congresso para convocar a proposta de plebiscito. Para antecipar eleição, ponderou o dirigente petista, o Supremo Tribunal Federal teria que se pronunciar quanto ao tema ser uma cláusula pétrea ou não. Se não for, será preciso votar a medida em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), requerendo duas votações na Câmara e no Senado com a aprovação de dois terços dos parlamentares. Depois de aprovada pelo Congresso, a proposta só poderia valer depois de um ano. “Significa que novas eleições se realizariam em 2018, na melhor das hipóteses”, afirmou Falcão, criticando a medida.

Falcão foi além e disse que até senadores petistas que repetiam a narrativa de “novas eleições” já abandonaram a proposta, por saber que ela é inviável. Também existe o fato de que ninguém acredita mais no truque, muito menos agora depois da confissão de Falcão.

 

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