Dilma causa fúria no PT ao afirmar que partido precisa rever “a cultura de usar dinheiro público”

A reunião da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores que se reúne nesta quinta-feira (04/08) em São Paulo para definir a estratégia do partido reflete tensão entre o partido e a presidente afastada. Na última semana, Dilma tentou jogar a culpa no PT pelo uso de dinheiro roubado da Petrobras em suas campanhas eleitorais. Em entrevista à Revista Fórum, Dilma afirmou que o partido precisa rever sua cultura de “usar dinheiro público”.

Dilma já havia responsabilizado o partido na semana passada, quando afirmou que não tinha nenhuma responsabilidade sobre o uso de dinheiro roubado em suas campanhas. A presidente afastada disse que se houve caixa 2 em suas campanhas, a responsabilidade seria do partido. As declarações irritaram o PT. “Concordo quando Dilma diz que é preciso uma transformação do PT. Mas não adianta só falar. Ela deveria ter ajudado muito mais com ações concretas. E não ajudou”, afirmou o dirigente Francisco Rocha, dirigente petista que lidera a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB).

A executiva se reúne no momento em que o partido enfrenta a maior crise de sua história, que foi agravada pelos ataques de Dilma. Um dos objetivos da Executiva é contornar o prejuízo causado pelo impeachment. Uma das decisões tomadas pelos principais dirigentes é deixar Dilma de lado, já que além de acusada de corrupção, a presidente ainda faz declarações desastrosas para a estratégia eleitoral do partido. Os dirigentes falam até em barrar Dilma de todos os palanques e propagandas das eleições municipais.

Já está praticamente definido que o partido vai dar apenas suporte simbólico à presidente afastada.  O presidente da legenda Rui Falcão, admite que as acusações de Dilma contra o partido irritaram os militantes e integrantes de movimentos sociais ligados à sigla, principalmente porque isso cria uma contradiz a narrativa criada pela militância de que a Operação Lava Jato seja uma tentativa de criminalizar o partido e a esquerda. Um dos maiores sintomas desse rompimento é que mesmo afastada, Dilma não foi convidada para a reunião.

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