Até mesmo a Folha pede agilidade no impeachment

A Folha de São Paulo, uma das maiores empresas de comunicação do país, é conhecida especialmente por ser um jornal que durante bom tempo apoiou o PT. Chegaram a defender a narrativa de “novas eleições”, sugerida pela ainda petista Marina Silva, e o Instituto Datafolha, pertencente ao mesmo grupo, já foi duramente criticado por apresentar números destoantes das contagens da Polícia Militar sobre as manifestações pró-impeachment – normalmente muito inferiores ao número real de gente nas ruas.

Essa semana, entretanto, o editorial da Folha pediu rapidez no processo de impeachment, que está se arrastando mais que o necessário graças a petulância dos petistas e seus aliados. Segundo o editorial, a “Presidência interina de Michel Temer logrou recuperar certa estabilidade, para o que terá contribuído sua cautela em submeter, desde já, projetos de grande carga polêmica ao Congresso.”

E continua:

“Ressalte-se que o afastamento legal de um presidente da República comporta duas dimensões, a jurídica e a política. Conceda-se a Dilma Rousseff, em benefício da dúvida, que tenha agido de boa-fé quando praticou fraude orçamentária; ainda assim, seu calamitoso governo foi repudiado por dois terços da população e deposto em processo que seguiu os devidos trâmites constitucionais.”

O editorial da Folha surpreendeu os leitores. Não era esperado que o jornal mais ligado ao PT entre os grandes meios de imprensa publicasse algo nesse sentido.

 

 

 

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