Oposição consegue validar assinaturas para seguir com plebiscito na Venezuela

Um clima de tensão se abate sobre a Venezuela neste momento, pois, conforme diz o blog do Noblat, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou na noite desta segunda-feira que a opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) conseguiu recolher 399.412 assinaturas consideradas válidas pelo organismo — eram necessárias, no mínimo, 200 mil, que representam 1% do total de eleitores — para avançar no processo de convocação de um referendo sobre a continuidade do presidente Nicolás Maduro no poder.

Há uma ressalva, pois a diretora do CNE, a polêmica Tibisay Lucena — leal ao chavismo — informou também que 0,33% das assinaturas e impressões digitais entregues pela MUD apresentaram irregularidades e deverão ser revisadas pelo Ministério Público. O órgão pode adotar um truque: ser lento na avaliação do processo, utilizando típicas táticas de postergação bolivarianas, como aquelas utilizadas por Dilma para tentar atrasar o impeachment no Brasil.  Há dúvidas quanto ao MUD conseguir realizar o referendo até o final deste ano.

Não há data para começar a segunda etapa, quando a oposição deverá conseguir pelo menos quatro milhões de assinaturas — que representam 20% do padrão eleitoral — para que o CNE autorize a realização de um plebiscito que, segundo analistas locais ouvidos pelo GLOBO, o presidente “não tem a menor chance de vencer”. A MUD precisa correr contra o relógio, pois se o referendo ficar para 2017, uma eventual derrota de Maduro implicaria apenas na transferência da Presidência para seu vice, Aristóbulo Istúriz.

Os próximos dias devem ser seguidos de muita violência e opressão por parte das milícias de Nicolas Maduro, que tentará coagir adversários e demais dissidentes do regime.

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