7 fatos provam obstrução de justiça por Lula, lembra Janot

Para o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, não há dúvidas sobre a participação de Lula no esquema que pretendia calar o delator Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobrás. Ele aponta pelo menos sete fatos que servem como evidência disso.

Segundo Janot, Lula se reuniu pelo menos seis vezes com Delcídio Amaral, enquanto ele ainda era senador pelo PT, na sede do Instituto Lula, em São Paulo. Outra evidência foram os telefonemas entre Lula, Delcídio e o pecuarista José Carlos Bumlai, que também é réu no mesmo processo.

Em 8 de abril de 2015 ocorreu a primeira reunião entre Lula e o ex-senador Delcídio, quando Lula deixou claro seu interesse em silenciar a delação de Cerveró. Outras reuniões ocorreram nos dias 16 de abril, 30 de abril, 8 de maio, 19 de junho e a última, em 31 de agosto. Todas as reuniões tiveram a mesma finalidade: decidir como comprariam o silêncio e a colaboração de Nestor Cerveró.

Nas duas últimas reuniões, segundo Janot, Lula e Delcídio se encontraram para acompanhar o andamento das “negociações”, referindo-se ao suborno oferecido ao ex-diretor da Petrobrás. O PGR também cita pelo menos oito telefonemas entre Lula e Bumlai no período entre 8 e 22 de maio, data na qual houve o primeiro pagamento feito à família de Nestor, no valor de R$ 50 mil.

No total, estima-se que Cerveró chegou a receber R$ 250 mil por intermédio da família do pecuarista Bumlai, a mando de Lula. Maurício Bumlai, filho de José Carlos, também faz parte do processo e se tornou réu junto com Lula e os demais. Ao todo, são sete acusados.

 

 

 

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