Partidos não querem ser associados com corrupção e PT fica isolado em eleições municipais

O Partido dos Trabalhadores terá grandes dificuldades nas eleições municipais deste ano. Marcado pela corrupção, o partido irá lançar candidatos próprios em 20 das 26 capitais brasileiras. Em outras capitais, o partido tenta se manter unido com PMDB, PV, DEM e até PSDB. Durante o auge do processo do impeachment, uma ala do partido tentou proibir coligações com os apoiadores da saída de Dilma Rousseff, mas a crise de confiança fez com que as lideranças aceitassem alianças pontuais para que o partido não seja eliminado do mapa político.

Outro problema para o PT é a debandada de filiados. Ainda que muitos filiados estejam saindo do partido apenas para sinalizar uma posição de independência enquanto mantém a colaboração nos bastidores (como é o caso do deputado federal Alessandro Molon, que trocou PT pela REDE enquanto manteve seu papel governista). Isso demonstra descrédito e fragilidade para o partido que chegou a ser o maior do país atrás apenas do PMDB. Em geral, candidatos e paridos não querem ser vistos ao lado de Lula, Dilma ou lideranças petistas.

Em ambos os casos, a dificuldade em manter filiados e formar alianças se dá pela desconfiança do partido, que se tornou símbolo de corrupção para a esmagadora maioria dos brasileiros. Para o partido, este é o pior dos cenários. Suas lideranças e militância terão dificuldades em manter a tese do golpe contra Dilma enquanto tentam desesperadamente manter alianças com partidos que estiveram à frente do processo de afastamento.

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